Ao despertar de uma lucidez tamanha. 
Ao despertar dos sonhos de crescimento.
Uma imagem se amplia na garganta, 
Descobrindo nas coisas consentimento.

As coisas, que não são feitas pela garganta.
As coisas, que se movem conforme o tempo.
No mundo que coordena o fundo das vozes. 
Quando os nós, em nós, se desenrolam
Conforme o dia se agita, constantemente.

A calar a força dos timbres: as coisas. 
Sobre nossas cabeças trêmulas se adiantam.
Um colapso, um ardor, frêmito, face a face, 

Entre a pétala rasgada de lucidez e o que veremos. 
Veias pulsando na maciez dos instantes.
E o destino a destruir novamente. Pisando
forte e descompassado, em pessoas diferentes (...) 

AO DESPERTAR DE UMA LUCIDEZ TAMANHA

© M.B., em dezembro de 2016.